Prosa Online

O Prosa Online é, como o nome diz, um ambiente virtual para prosear vários assuntos que interagem socialmente pelas redes, com finalidade de compartilhar conhecimentos, ideias, experiências, arte, música, cinema, gramática, literatura, viagens, livros, lugares, pessoas, culturas... perspectivas que sempre agradaram sua idealizadora: Cíntia Luz, ferrenha consumidora de tudo o que está aqui ou quase tudo.


domingo, 19 de outubro de 2008

De onde vêm os vendedores de guarda-chuva?


Hoje a chuva me pegou, meu cabelo encolheu, fiquei toda molhada, lancei uma corridinha e consegui chegar até a lanchonete. Pedi um suco, na verdade eu queria um melancia com limão (o meu suco predileto, mas tomei um tal de X-tapa, e plaft, um "tapa" bem certeiro no meu frágil estômago (não gosto de tomar sucos industrializados).
Várias pessoas foram parando para se proteger dos inesperados pingos diante do sol/chuva!
Que clima mais louco. A culpa é de quem? Tadinho do aquecimento global, sempre o julgam como vilão.
Sentindo o cheiro de asfalto quente recebendo chuva fresca, o inusitado bateu no relicário da minha memória e me indaguei a uma grande curiosidade minha (meus questionamentos inúteis), DE ONDE VÊM OS VENDEDORES DE GUARDA-CHUVA?
Do nada, lá estão eles, anunciando: Quarda-chuva moça, tem coloridos, de bolinhas, de bichinho, amarelinhos e quadriculados... E o preço, sempre acessível (R$ 5,00, R$ 10,00 e R$ 15,00). E de fato, eu nunca comprei um guarda-chuva, todos que já tive foram ganhados, principalmente em confraternizações da empresa.
Sai da lanchonete encantada com as gotículas refrescantes/sufocante vindas da imensidão do céu ultra-refletindo a imagem dos vendedores, quase esqueci de pagar o suco. Pensei "quer saber, vou levar um... é minha oportunidade de compra o meu próprio guarda-chuva, mesmo que seja naquele estilo ventou/dobrou.
E disse ao vendedor que queria um: aquele ali, mais discreto, branco com bolinhas pretas.
Mas quando ia pagá-lo, algo cegou meus olhos míopes e astigmatizados. O sol chegou e cancelou aquele momento de longas negociações. Na verdade, estes vendedores vêem o sol como um policial/fiscal que vem recolher suas "muamba" clandestinas. O sol fez com que ele me olhasse com uma carinha de "cão que caiu da mudança". Comprei sem pedir desconto, sob o efeito de usa-lo como guarda-sol, só para o "camarada" não ficar tristinho.
É, eu já posso dizer que tenho meu próprio guarda-chuva.